CRECI 030478‑J São José do Rio Preto e região · Desde 2011
Blog  ·  Rio Preto

Rio Preto é a 8ª cidade mais desenvolvida do Brasil

Entre 5.550 municípios avaliados. E o salto — de 21ª para 8ª — diz mais que a posição.

Torre de vidro do Georgina Business Park, em Rio Preto, vista entre as árvores

8ªcidade mais desenvolvida do Brasil

O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal avalia 5.550 municípios brasileiros — praticamente o país inteiro, cobrindo 99,96% da população. Na edição de 2025, com dados do ano-base 2023, São José do Rio Preto aparece em oitavo lugar, com nota 0,8750 numa escala que vai de zero a um.

Oitavo entre cinco mil e quinhentos é o tipo de dado que merece contexto. E o contexto, aqui, está menos na posição e mais no caminho até ela: na edição anterior, a cidade estava em 21º.

O que o índice mede

O IFDM não é uma pesquisa de opinião nem um ranking de qualidade de vida percebida. Ele é construído a partir de estatísticas oficiais e olha para três eixos, com peso igual entre eles — a nota final é a média simples dos três:

  • Emprego e renda — geração de emprego formal, massa salarial, estabilidade do vínculo.
  • Educação — desde a educação infantil até o desempenho e a permanência no ensino fundamental.
  • Saúde — atenção básica, acompanhamento pré-natal, mortalidade infantil por causas evitáveis.

A nota de 0,8750 coloca a cidade na faixa que a Firjan classifica como Desenvolvimento Alto, que é a mais elevada da escala. E o peso igual entre os eixos é o detalhe que dá solidez ao resultado: uma cidade não sobe no IFDM só porque a economia foi bem num ano. Para chegar a essa nota, os três eixos precisam funcionar juntos.

De 21º para 8º

Subir treze posições num ranking de cinco mil e quinhentos municípios não acontece por variação estatística. Acontece quando os três eixos melhoram ao mesmo tempo, ou quando um deles melhora o suficiente para puxar a média sem que os outros caiam.

É por isso que o salto diz mais que a posição. Uma cidade em oitavo lugar pode estar ali há uma década, estável. Uma cidade que era 21ª e virou 8ª está em movimento — e movimento é o que o mercado imobiliário lê primeiro.

O que significa 0,8750 numa escala de zero a um

A nota do IFDM vai de 0 a 1, e a Firjan divide o resultado em faixas de leitura. A faixa mais alta é a de Desenvolvimento Alto, e é nela que São José do Rio Preto está com seus 0,8750.

Vale entender o que uma nota dessas exige. Como a média é simples e os três eixos pesam igual, não existe compensação generosa: uma cidade com economia excelente e saúde fraca não chega perto disso. Para passar de 0,87 é preciso ir bem nos três, porque cada eixo carrega um terço da nota e um resultado ruim em qualquer um deles puxa o conjunto para baixo com força.

É por isso que o índice é mais difícil de "melhorar por acaso" do que rankings baseados em um único indicador. Ele não premia o município que teve um ano bom de arrecadação; premia o que sustenta serviço público e mercado de trabalho ao mesmo tempo.

Por que desenvolvimento aparece no preço do imóvel

A ligação entre um índice de desenvolvimento e o valor de um imóvel não é direta, mas também não é abstrata. Ela passa por três caminhos concretos.

Emprego atrai gente. Onde há vaga formal e massa salarial crescendo, chega quem procura trabalho — e quem chega precisa morar. Demanda por moradia é a variável que mais mexe com preço no curto prazo.

Educação e saúde seguram quem já está. Uma família decide ficar numa cidade quando encontra escola e atendimento. Rotatividade baixa significa menos imóvel vazio e um mercado de locação mais previsível.

Cidade bem avaliada entra no radar de fora. Investidor e incorporadora usam exatamente esse tipo de indicador para escolher onde comprar terreno. Quando eles chegam, o preço do terreno sobe antes do preço do imóvel pronto.

O que isso conversa com os outros números da cidade

Esse resultado não aparece isolado. O metro quadrado residencial de Rio Preto subiu 8,67% em doze meses, contra 5,49% da média das cidades acompanhadas pelo Índice FipeZAP — um mercado que valoriza acima da média nacional numa cidade que subiu treze posições em desenvolvimento não é coincidência, é a mesma história contada por dois indicadores diferentes.

É esse conjunto que costuma explicar por que um imóvel aqui se comporta diferente de um imóvel numa cidade de porte parecido mas com fundamentos mais fracos. Não é o CEP que valoriza — é o que acontece dentro dele.

O que fazer com esse número

Para quem mora aqui, é uma confirmação: o patrimônio está numa cidade que os indicadores oficiais colocam entre as dez mais desenvolvidas do país.

Para quem está avaliando vir, é um argumento que não depende de opinião de corretor. O dado é público, é da Firjan, e pode ser conferido na fonte.

E para quem vai vender, é material de negociação. O comprador de fora que não conhece a cidade não sabe disso — e saber muda a conversa sobre preço.

Fontes

  1. Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) — Edição 2025 — ano-base 2023
    Consultado em 16 de agosto de 2026.
  2. Índice FipeZAP — Venda Residencial — Informe de Agosto/2026 — variação do m² citada no fechamento
    Consultado em 31 de agosto de 2026.

Quer aplicar isso ao seu caso?

A consultoria da Brassolatti Imóveis avalia, precifica e acompanha — de ponta a ponta, com CRECI.

Ver os serviços Falar no WhatsApp