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O aluguel em Rio Preto custa R$ 29,23 o metro quadrado

A média das 36 cidades do índice é R$ 54,17. A diferença é quase o dobro — e ela conta uma história sobre a cidade.

R$ 29,23o m² de aluguel em Rio Preto

O Índice FipeZAP acompanha o preço do aluguel residencial em 36 cidades brasileiras. No informe de julho de 2026, São José do Rio Preto aparece com preço médio de R$ 29,23 por metro quadrado ao mês.

Preço por metro quadrado é uma unidade que confunde quem não trabalha com ela todo dia, então vale traduzir: para um apartamento de 70 m², esse valor médio corresponde a algo em torno de R$ 2.046 por mês — antes de condomínio e IPTU, que não entram nessa conta.

A distância para a média do país

A média das 36 cidades acompanhadas pelo índice é R$ 54,17 o metro quadrado. Alugar em Rio Preto custa, portanto, cerca de 54% do que custa na média nacional — quase a metade.

Locação residencial — julho de 2026
Indicador Rio Preto Média nacional
Preço médio do m² R$ 29,23 R$ 54,17
Variação em 12 meses +7,26% +9,28%
Acumulado de 2026 +2,94% —

É importante ler essa média nacional pelo que ela é. As 36 cidades do índice de locação são majoritariamente capitais e grandes centros — São Paulo, Rio, Brasília e companhia. A média não representa "o Brasil"; representa o preço nos mercados mais caros do país. A comparação continua útil, mas serve para dizer que Rio Preto é mais barata que as grandes praças, não que seja barata em termos absolutos.

O aluguel subiu acima da inflação

Nos doze meses até julho, o aluguel na cidade subiu 7,26%. No mesmo período, o IPCA ficou em 4,44%. O aluguel, portanto, correu 2,82 pontos percentuais acima da inflação.

No acumulado de 2026 o ritmo é bem mais calmo: 2,94% até julho. Como nos preços de venda, o grosso do movimento veio do segundo semestre do ano anterior.

O que o número não inclui

Três avisos antes de usar esse valor como régua.

É preço de anúncio. O índice lê o que está sendo pedido, não o que foi fechado. Em locação a distância entre os dois costuma ser menor que em venda, mas ela existe — sobretudo em imóvel que está anunciado há meses.

Não inclui condomínio nem IPTU. Num prédio com portaria 24 horas, área de lazer e elevador, o condomínio pode representar uma parcela relevante do custo mensal. Comparar o aluguel de uma casa com o de um apartamento sem somar o condomínio é comparar coisas diferentes.

É uma média da cidade inteira. Bairro, idade do prédio, vaga de garagem, mobília e estado de conservação movem esse valor para cima e para baixo com folga.

O que faz um imóvel alugar acima ou abaixo da média

A média serve de âncora, mas quase nenhum imóvel aluga exatamente por ela. O que empurra o valor para cima ou para baixo é razoavelmente previsível, e vale conhecer a lista antes de precificar.

Para cima: localização com comércio e serviço a pé, vaga de garagem coberta, imóvel mobiliado ou semimobiliado, prédio novo com elevador e área de lazer, andar alto com vista, e — o mais subestimado — imóvel entregue limpo, pintado e com tudo funcionando.

Para baixo: ausência de vaga, prédio sem elevador acima do segundo andar, condomínio alto que come o orçamento do inquilino, cozinha e banheiro datados, e sinais de manutenção adiada — infiltração, torneira pingando, tomada solta. Nenhum inquilino paga a mais para resolver problema alheio.

Repare que metade da lista de cima é decisão do proprietário, não característica do imóvel. Pintura e pequenos reparos custam uma fração de um mês de aluguel e costumam se pagar já no primeiro contrato — em valor e, principalmente, em velocidade de locação.

O tempo é parte do preço

Existe uma conta que quase ninguém faz na hora de definir o valor do anúncio: quanto custa esperar.

Um imóvel anunciado 10% acima do que o mercado paga não aluga 10% mais caro — ele fica parado. E cada mês parado não é apenas deixar de receber: é pagar condomínio e IPTU do próprio bolso, sem contrapartida.

Faça a conta com o seu imóvel. Some o aluguel pretendido ao condomínio e ao IPTU mensal. Esse é o custo real de cada mês de vacância. Compare com o que você ganharia a mais, ao longo de doze meses, cobrando os 10% adicionais. Na maior parte dos casos, dois meses parados anulam o ganho do ano inteiro — e ainda sobra prejuízo.

É por isso que preço certo desde o primeiro anúncio vale mais que preço ambicioso corrigido depois. O imóvel que fica semanas no ar também perde atratividade: quem acompanha o mercado percebe que ele não saiu, e passa a esperar desconto.

Como ler isso, dos dois lados

Se você vai alugar, o número serve como referência para saber se o que está sendo pedido é caro ou barato para a cidade. Divida o valor do anúncio pela área útil e compare com os R$ 29,23. Muito acima disso precisa de justificativa — localização, padrão de acabamento, mobília. Muito abaixo também merece uma pergunta.

Se você tem imóvel para alugar, a leitura é a de um mercado que subiu acima da inflação no ano e desacelerou nos últimos meses. Imóvel parado por muito tempo raramente está parado por causa do mercado — costuma ser preço fora da curva, foto ruim ou documentação pendente.

E se o imóvel está vazio há mais de dois meses, vale lembrar da conta que ninguém faz: cada mês vazio não é "deixar de ganhar", é pagar condomínio e IPTU do próprio bolso. Dois meses de vacância costumam custar mais que a diferença entre o preço pedido e o preço que alugaria na primeira semana.

Fontes

  1. Índice FipeZAP — Locação Residencial — Informe de Julho/2026
    Consultado em 16 de agosto de 2026.

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